Bs. As.

galeria-pac_fico1.jpg

Buenos Aires apaixona,

Extasia.

Nunca é ou está vazia,

Quase que tamanho povaréu

Espanta.

É bem maior do que Montevidéu,

Jamais fica ao léu

E sua agitação

Certamente encanta.

A Florida, acho que sim,

É o coração,

Cheio de gente, bem assim.

De restaurante, é muita opção,

Compras ou muitos prédios,

Nem de longe há tédio.

Desça em Palermo,

Aquele parque

Se parece com a Redenção.

A noite, então,

A capital argentina

Não para e tampouco sossega.

No dia, tem a refrega

Ou a solução repentina

Para o trabalho.

É a vida que segue

Daquele que busca

E  prossegue.

(Leer más)

Água morna

ponteimbe.jpg

Era fim de tarde,
O sol se acercava,
Para o mergulho final,
Na água  morna
(resquício do sol a pino
escaldante como sói acontecer
nos recentes dias de verão).
O bulício se iniciava,
Agrandando-se à aproximação
Daquele pálido ocaso.
Comentava-se, mais e mais,
E a indignação ia-se encorpando.
Era pouca a distância, um
Ou dois quilômetros talvez.
Pertinho, dali da ponte,
Vinha o diz-que-disse,
Diz que um carro caiu,
Dragando pescadores ao rio.
Diz que estava bêbado, correndo,
Na pista de quem vem de Tramandaí.
Confere: a mureta foi arrancada,
Pelo menos três vidas ceifadas,
Por alguém que não estava

(Leer más)

E choveu!

chuvaradaempoa.jpg

Foi um dilúvio!
Verdade que muito choveu;
Em todos os lados,
Ruas foram rios,
Ao menos nenhum morro caiu.
Pessoas ilhadas,
Encharcou-se quem saiu.
Quem estava nas alagadas vias,
Ajuda efetiva não havia.
Que fazer?
Apenas empurrar os carros que boiavam...
O trânsito era ainda mais intransitável;
A cidade parou. Lamentável!
Disseram que choveu mais do que o normal,
Até pode ser, mas o aguaceiro,
Daqui, é sempre anormal.
Santo Deus, como caiu água! E bem ligeiro.
Se espera que na Copa,
As escadarias de rua,
Não virem cascatas
com gente se banhando nua.
Banho de chuva até  que é bom,
Salvo quando é de banheira
E de água suja até a orelha!



Olhos crescidos

1331128794484-olhoscrescidos.jpg

Tempo perdido,
Claudicando em ir ou não,
Mas, quando o olho já é crescido,
A tentada recuperação,
Por certo e garantido,
É em vão.
Quem quer tudo é triste!
Viver à procura de mais e mais,
Além do que necessita,
Apenas para somar ao que já ostenta.
Tem sentido?
Não mesmo! Só se lamenta.
Ser mais contido;
Do que não se precisa, se afugenta.
Ofertas e facilidades sempre haverá;
Não é o caso de tudo se comprar.
Buscar de tudo é para o iludido.
Melancólico, posta-se a sonhar.
A propósito, mais novidade? quando virá?

Ir-se na onda

1331041456458-praia_vazia.jpg

Passou fevereiro,
(Até por demais ligeiro)
As praias esvaziaram.
De nada importa que o sol
Se mantenha imponente
Ou que, pela corrente,
A água do mar esteja mais quente,
Verdinha, transparente.
Ninguém na praia!
Impressiona. Que razão haveria?
No céu, nenhuma nuvem;
Na areia, um ou outro alguém.
Mas o que mesmo se tem
É um imenso desdém.
Pode estar tudo muito bom
Melhor, inclusive, do que dois meses
Que se foram a recém.
Agora não existe quase ninguém.
Parece que o mar não mais convida,
O melhor é cancelar a ida.
Praia vazia, nada à volta,
Sem pessoa alguma

(Leer más)

Sonando.

O sono vem inevitável,

Quando chega, é implacável,

Esteja onde se estiver.

Quando não se pode dormir,

Importante sabe-lo conter,

Pois se não o contiver,

Morfeu o irá  consumir.

O certo é vir à noite,

Com calma, indo-se para cama,

Livrando-se de qualquer açoite;

Sem medo, nada reclama.

Bom seria deitar-se quando desse vontade,

Na liberdade do que se pode ter

De mais essencial e necessário.

Dormir à chegada do sono

É extasiar-se!

Sonhando com as estrelas e a lua,

Tão longe!

Mas são próximas

Quando delas se tem

O brilho refletido nos olhos,

Iluminando o caminho

Que só se

(Leer más)

Pretume

1330606730498-pretume.jpg

Há sinais e noção
De que alguma nova situação,
Novos fatos, surgirão.
Porém, só o sinal é insuficiente,
É preciso se estar atento,
Mui consciente.
Mais ainda, estar-se pronto!
O que muda, pode demorar,
Mas talvez chegue num bocejar.
Fato é que o trovão avisa da chuva,
O pretume do céu também; o tempo turva.
Só que as vezes não cai água nenhuma,
É só barulho, raios,
Um aparente problema.
Noutras, chove e muito,
Ensopando todo aquele desprevenido,
Desantento ou que não tenha levado fé
Na mudança com prenúncio.
Aí que está, com ou sem anúncio,
A prontidão se impõe
Para enfrentar qualquer maré.
Mas calma! Uma hora tempo se recompõe.

Capim

1330001488634-kleber.jpg

Grêmio ganhou o Grenal,
Dele não esperavam quase nada,
Mas muito do Inter aguardavam também.
Tricolor foi bem,
Colorado mui mal,
Esborrachou-se, ó Internacional.
Festão gremista
No campo da beira do lago;
Gosto amargo para os do outro lado.
O azul é finalista!
Já o carmim,
Ficará bem longe do capim.
Talvez descasque aipim
Ou que vire cambista.

Devaneando

devaneio.jpg

Já se disse
“na vida tudo passa”.
Isso não é segredo.
O que é segredo
É absorver o que se passou,
O que se perdeu
Ou se ganhou.
Mudar é inevitável
Frente à vida que se movimenta.
O que vem de bom é ganho;
Ganho ninguém reclama, longe disso.
O perdido é lastimado,
Chorado e dolorido.
Não importa,
Tem de ser ultrapassado,
Diluído...
Devaneia-se com nostalgia sobre o que ficou para trás,
Porém brilham os olhos no futuro buscado.



Exemplificando

O exemplo é marcante,

Seja o bom,                 

Seja o ruim,

Ele é determinante.

Abundante ou chinfrim,

Sempre é assim.

O que é bem feito acaba ficando,

Servindo de estandarte

E sendo significante

Ao porvir, é baluarte.

Enfim, é  resultante;

Não sei, mas o importante,

Embora, por vezes duro e contrariante,

É seguir, tranquilo, adiante,

Cônscio que, daquilo que for por si deliberado,

Deve ser o mais correto e adequado.

O futuro, seu e de todos, é dependente

Das escolhas e do saber adquirido

Enquanto se é estudante

E bem mais sabido.

O exemplo vem de casa,

Do colégio

Ou mesmo

(Leer más)

Comentarios recientes

RSS